domingo, 6 de dezembro de 2009



Acho que estou aprendendo mesmo o significado de "não ligar para o que os outros pensam".
Estou absorvendo mais a opinião dos outros e colocando em prática só o que me convém.
Antes eu não fazia isso, ficava meio receosa do que pudesse acontecer, sei lá, as pessoas geralmente são mais altas e mais fortes do que eu. rsrsrsrs
Mas não é só isso, a negação diante da a sociedade é um ponto a favor para a mudança de pensamento e até para a vergonha deste.
E isso passou, eu acho. *_*
Se eu tenho uma opinião, não existe um porquê para escondê-la (só para eu não ser desagradável com alguém?), muito pelo contrário, é uma coisa preciosa e, se omitida em certos momentos, pode ser mal interpretada, dando mais prejuízo do que se fosse falada no mometo oportuno.
É quase o mesmo que "a vida é minha, o problema é meu", só que sem a arrogância da frase.
Gosto de saber outras opiniões para ver se o que eu estou fazendo está tão fora de cogitação, o problema é que esse povo está meio estranho, ao invés de dar a opinião, todo mundo fala mal. Sei lá por qual motivo criticar negativamente se tornou epidemia. E é aí que eu chego no ponto principal: escutar o que falam, absorver o que for sensato, agir da melhor forma possível.
Um exemplo disso é o fato de eu ter "mudado" a autora dos posts. Antes, para evitar possíveis constrangimentos, eu preferia que a dona do blog a tal Natassja [in Eternal Sleep]. Mas é uma besteira eu me esconder atrás de um nome fictício, se a ideia surgiu de uma alma, daí a troca para o meu nome mesmo.
Não importam as opiniões (e esse caso já foi deliberado), essa sou eu, em carne, osso e pensamento, não sou constituída apenas por emoções, carícias, calmaria, nem apenas por agressividade, lógica e insensibilidade; me misturo no meio disso tudo e tenho orgulho do que eu me tornei.

A propósito, mudei tbm o título do blog [jura? rs], a expressão em latim não tava muito apropriada, até mesmo pq eu não falo latim. hehe
[Foto: www.google.com rsrsrsrs]

domingo, 11 de outubro de 2009

Elephant Gun - Beirut

"If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide"

Tradução:
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos no subsolo
Como eu fiz, nós bebemos para morrer, nós bebemos essanoite

Longe de casa, arma de elefante*
Vamos derrubá-los um a um
Nós os deitaremos, eles não foram encontrados, não estão por aqui

Que comecem as estações - elas rolam como devem
Que comecem as estações - derrube o grande rei (2x)

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam a noite

E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que euescondo*

Arma de elefante: em inglês, "elephant gun", é uma arma de calibre largo, como um rifle. Ela temesse nome porque originalmente era feita para uso decaçadores de elefantes ou outras caças perigosas.
[Perfeita essa música!!]

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Algumas coisas em que acredito

Acredito que pessimismo seja passageiro,
que otimismo já nasce entranhado.
Que tem felicidade quem vive serenamente
e escuta uma boa música;
que o Universo conspira a favor de todo mundo,
e que todo mundo conspira contra todo mundo.
Acredito que quando alguém morre
descobre o sentido da vida,
E também que só morre
quem tiver cumprido seu dever por aqui.
Acredito em amor à primeira vista [dessa ninguém sabia].
Não acredito em Deus. Acredito em extraterrestres.
Acredito que ver o pôr-do-sol é sorrir por dentro,
que se reafirmar em si mesmo é sorrir por dentro,
que comer chocolate é sorrir por dentro!
Acredito que a raiva possa mover uma alma,
triteza, não.
Acredito que a forma de se vestir mostra a personalidade,
que respirar fundo é hábito,
e que esbravejar também.
Que tédio é uma questão de opinião
e certo e errado,
e comer a sobremesa antes de jantar.
Acredito cegamente em boa vontade,
acho que todo mundo tem que ter um pouco,
e aqueles que não têm... não acredito neles.
[Natassja - não sei que dia]
[Foto: By me também. Essa menininha eu tirei um dia aí, olhando a paisagem]

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sonho.



O dia estava calmo, talvez o céu estivesse um pouco mais acinzentado que o normal.
Eu acabara de chegar de uma escola perto da minha casa, não me lembro o que fazia lá.
Minha casa estava vazia, minha mãe e meu pai tinham ido trabalhar e meu namorado não apareceu, como o combinado.
Como se fosse lógico, tentei ligar para ele, mas o telefone estava mudo e a luz acabou. Fui até o orelhão mais próximo que também não funcionava, e não havia energia elétrica em toda a cidade, pelo que parecia.
O céu escurecia cada vez mais e o vento fazia arder a pele, mas eu não notava isso, não sei por quê e continuava andando.
Algumas pessoas - as poucas que passavam pela rua - corriam na direção oposta à que eu estava indo, mas não diziam nada; algumas amigas passaram e olharam para trás, como se horrorizadas comigo, mas não era comigo.
Olhei para trás. O vento derrubava todas as árvores de uma pequena floresta no alto de um morro, parecia uma aterrorizante mágica.
Corri para minha casa o mais rápido que pude e entendei o que acontecia mais facilmente. Era o fim. Apocalipse? Catástrofe natural? Tanto faz, quando se está próximo do fim, certas coisas não fazem muita diferença.
Ao chegar em casa, na varanda, o vento arrebatador continuava e uma enchente começou a se formar nos bairros mais baixos.
Senti um estremecer no corpo, então meu pai chegou.
Perguntei onde estava minha mãe, ele não sabia, ia termianr por ali mesmo e ninguém podia fazer nada.
Olhei pela varanda de novo e a água já tinha uma força inigualável e vindo na minha direção.
Fui para dentro de casa procurando meu pai.
A casa inundava mais e mais, não tinha como escapar.
Está acabado, pensei. Abracei meu pai, prendi a respiração para não chorar, senti a água entrar com toda força onde estávamos, até ficarmos submersos... e acordei.
Esse foi um "sonho" que eu tive essa noite. Não sei por quê, mas eu fiquei meio impressionada ou até apavorada com ele. rs
Minha narração não ficou nenhuma obra de arte, mas queria "postar o meu sonho" aqui, mesmo assim.
[Foto: by myself. hehe. Isso aí é o que eu vejo toda tarde da minha janela! Não troco momentos como esse por nada.]

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sobre quando se perde o controle

(Para aquele que conheço tão profundamente)
Se com a ausência só existir escuridão? É quando o caminho não leva ao lugar programado e já não se pode mais guiá-lo por si só - e nem por isso o percursso é menos desejado.
Enquanto nada faz sentido é mais fácil negar todo tipo de obssessão - sim, de repente é obssessão! - mas depois que o sentido vem acompanhado de calor humano, a obssessão vira vício, como o álcool...
E se eu tiver mesmo me apegado? Vai ser adoração até meu último suspiro.
Gostar não é estar sempre do lado. É a alma se doar, e o corpo se doar. Ser fiel a todo instante, mas fidelidade é mais profundo, é algo mais que físico.
Manter o controle é comum, é normal. Se existe coisa mais intensa é perdê-lo por um cheiro.




Soneto do Amor Total

"Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude."
[Vinícius de Moraes]

sábado, 4 de julho de 2009

Simpatia




Se há uma coisa que prezo é que as pessoas falem comigo. Independente do nível de intimidade ou de quem seja, gosto de quando falam "oi" na rua.
Pode ser que tenha algo relacionado a princípios; acredito que quem é espontâneo, nesse caso, possui um bom caráter ou, pelo menos, boa educação.
Com a minha "enorme" experiência como acadêmica de enfermagem, notei que a maioria das pessoas respeita mais (e cumprimenta) quem anda com uniforme branco. Esse tipo de roupa deve passar alguma "mensagem subliminar" de dedicação e simpatia, sei lá, só sei que muita gente, que antes nem mesmo olhava para mim, agora fala com uma satisfação de se estranhar (quando eu tô de branco, lógico).
O problema é que eu prefiro mesmo espontaneidade!
Não gosto de não ser correspondida. Quando me dirijo a alguém não é por falsidade, nem por ironia, é porque faço questão de tratar bem quem passou por mim. O mínimo que se deveria fazer é dar um tchauzinho tímido.
Essa coisa de atravessar a rua pra não cumprimentar, olhar pra baixo, sendo um pouco dramática, acho isso até desumano... Como vovó já dizia: vai arrancar a língua se falar oi??? rs
O que eu tenho notado é que ninguém se importa mais se aquele a quem se dirige respira ou tem alguma opinião. As pessoas querem mais é consumir e aderir à futilidade e inutilidade e quando se deparam com um outro ser humano, não sabem mais como agir.


Complementando: O que é Simpatia?

"Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é quase amor!"

[Casimiro de Abreu]

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Decidi Triunfar…




Apenas uma coisa que acabei de aprender...

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades, e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de amigo.
Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornarem-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar…
Agora simplesmente durmo para sonhar."

(Walt Disney)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mais um pouco sobre mim




Outro dia, assistindo o filme "Aos Treze", me lembrei de como passei por essa idade e pelos infernais anos seguintes.
Todo mundo aos treze anos, não há como negar, pensa em como ser legal, como ser bem visto... eu não era diferente.
Nessa época conheci, de fato, o tal do Rock N' Roll. Via algumas pessoas com umas roupas legais, com um "A" de anarquia escrito; elas eram conhecidas - e um tanto mal vistas - por toda a cidade e demonstravam uma sensação de rebeldia a quem as visse.
Inicialmente, eu queria falar com todas elas, queria ser conhecida também e causar alguma impressão que eu não sabia qual era - mas queria, e quando finalmente consegui contato, notei que não era bem o que eu pensava: a música era apenas um pretexto para a "zoação", já que o Rock incita a liberdade.
Mesmo assim me aprofundei, aderi aos costumes "dark" e, como a menina do filme (não, eu nunca usei drogas!), também cometi erros, mas meus erros eram relacionados aos demais, aos que não agiam como eu agia: eu pensava que para ser alguma coisa, teria q mostrar para todo mundo; eu tinha que ter atitude e precisava ser, pelo menos, agressiva.
O tempo foi passando e descobri que a atitude que eu tentava mostrar a todos, na verdade, eu esperava achar em mim e que eu nunca fui obrigada a agir dessa forma para dizer quem eu era, mas precisava passar por isso para entender.

Quanto ao Rock N' Roll, está entre as 10 melhores descobertas que eu fiz na minha vida, porém vejo com outros "ouvidos" agora. Geralmente esse estilo de música - e de vida - é confundido por quem não gosta e por quem gosta também e até me permito dizer que entendo melhor a intensidade da coisa do que aos 13 anos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Acalanto para as Mães que perderam seu menino



"Dorme, dorme, dorme...
Quem te alisa a testa
Não é Malatesta,
Nem Pantagruel,
- O poeta enorme.
Quem te alisa a testa
É aquele que vive
Sempre adolescente
Nos oásis mais frescos
De tua lembrança.

Dorme, ele te nina,
Te nina, te conta
- Sabes como é -,
Te conta a experiência
Do vazio passado,
Das várias idades.
Te oferece a aurora
Do primeiro seio.
Te oferece o esmalte
Do primeiro dente.

A dor passará
Como antigamente
Quando ele chegava.
Dorme... Ele te nina
Como se hoje fosses
A sua menina
."
[Manuel Bandeira]

A intensidade desse poema me comove!!! Lindo, lindo! Depois dele, só SATÉLITE do Manuel também!

Amo tudo o que ele escreveu.

(O tempo não me dispõe a escrever mais que isso. ^^)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Deixa-me Errar




"Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo
um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.

Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia."

[Lya Luft - In:"Secreta mirada"]